Estúdio Musical

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quinta-feira, 11 de julho de 2019




O rock surgiu nos Estados Unidos nos anos 50 (década de 1950). Inovador e diferente de tudo que já tinha ocorrido na música, o rock unia um ritmo rápido com pitadas de música negra do sul dos EUA e o country. Uma das características mais importantes do rock era o acompanhamento de guitarra elétrica, bateria e baixo. Com letras simples e um ritmo dançante, caiu rapidamente no gosto popular. Apareceu pela primeira vez  num programa de rádio no estado de Ohio (EUA), no ano de 1951.

O primeiro sucesso no cenário do rock brasileiro apareceu na voz de uma cantora. Celly Campello estourou nas rádios com os sucessos Banho de Lua e Estúpido Cupido, no começo da década de 1960. Em meados desta década, surge a Jovem Guarda com cantores como, por exemplo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Com letras românticas e ritmo acelerado, começa fazer sucesso entre os jovens.

Na década de 1970, surge Raul Seixas e o grupo Secos e Molhados. Na década seguinte, com temas mais urbanos e falando da vida cotidiana, surgem bandas como: Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Blitz e Os Paralamas do Sucesso.

Na década de 1990, fazem sucesso no cenário do rock nacional: Raimundos, Charlie Brown Jr., Jota Quest, Pato Fu, Skank entre outros.

Confira a evolução do rock ao longo das décadas: https://www.suapesquisa.com/rock/

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Por que estudar música pode melhorar o desempenho escolar
André Cabette Fábio 04 Jul 2019 (atualizado 04/Jul 17h25) 


Pesquisa realizada a partir do histórico de mais de 110 mil alunos canadenses relacionou prática a notas melhores


Aprovada em 2008, a lei número 11.769 inseriu o ensino de música como parte da grade curricular das escolas da rede pública e privada do Brasil. Apesar disso, ainda hoje a maior parte das instituições de ensino não oferece a disciplina. As discussões sobre mudanças curriculares no Brasil, no geral, trazem à tona o argumento de que inserir novas disciplinas na grade pode retirar o foco dos alunos. Com mais disciplinas, eles ficariam com menos tempo para estudar matérias básicas, que sairiam prejudicadas. Um estudo publicado em junho de 2019 no Journal of Educational Psychology indica, no entanto, que, ao menos no caso do ensino da música, esse argumento pode não se aplicar. Isso porque o trabalho concluiu que alunos que estudavam mais música se saíram melhor nas disciplinas básicas: ciências, matemática e inglês (língua oficial dos estudantes pesquisados). A pesquisa foi realizada a partir do histórico escolar de mais de 110 mil alunos canadenses, e indicou que os que estudavam música tendiam a ter notas melhores. Trata-se de um estudo observacional, ou seja, que apenas observa dados, sem estabelecer, a princípio, causa e consequência. Mas, como a tendência a notas melhores ocorreu em estudantes de diversos tipos, independente de perfil socioeconômico ou background cultural, por exemplo, os pesquisadores acreditam que encontraram uma causalidade.


Como a pesquisa foi feita


O trabalho se baseou em dados coletados no decorrer de vários anos entre alunos da província da Colúmbia Britânica, no Canadá, para buscar captar associações entre a prática de aulas de música entre alunos do ensino secundário e suas notas em exames de matemática, ciências e inglês. No total, os pesquisadores analisaram o histórico escolar de 112.916 alunos do ensino médio da província - no Canadá, o ensino secundário ocorre entre os 12 e 18 anos. Para se formar no ensino secundário na Colúmbia Britânica, alunos precisam executar pelo menos um curso de artes (música, teatro, dança ou artes visuais), ou então educação financeira ou economia doméstica. Foram consideradas também informações sobre perfil socioeconômico e os resultados obtidos pelos alunos durante o ensino infantil. A pesquisa buscou responder a estas perguntas:


-  Há uma diferença média entre alunos que participaram de atividades musicais na escola e alunos que não participaram de atividades na escola? 

- Essa diferença é significativa, mesmo considerando as conquistas acadêmicas anteriores, gênero, status socioeconômico e background cultural? 

- Os resultados são diferentes de acordo com a matéria estudada (ciências, matemática ou inglês)? 

- A associação é diferente se a música praticada pelo aluno é instrumental ou vocal?

- A associação difere de acordo com o nível de excelência em música obtida anteriormente pelos estudantes? Ou seja, alunos que são músicos melhores têm também uma tendência maior a obter notas mais altas do que aqueles que são músicos, mas de um nível inferior?


O que o estudo concluiu


 O trabalho concluiu que alunos que realizavam cursos de música na escola tendiam a ter resultados melhores em inglês, matemática e em ciência, de forma similar entre as três matérias. Essa associação se mantinha independentemente de perfil socioeconômico, gênero ou background cultural. Isso, segundo a pesquisa é um indício de que pode haver uma relação de causa e efeito entre estudar música e se sair melhor nos estudos. Os resultados sugerem “que a música tem uma influência positiva nos resultados escolares, e não é apenas o resultado de diferenças individuais”. “As diferenças foram substanciais ao se comparar as notas de estudantes com um comprometimento muito grande com música instrumental em comparação com aqueles sem nenhum comprometimento”, diz o trabalho. Isso contraria a tese de que determinar que alunos gastem mais tempo estudando música representa um “custo de oportunidade”, à medida que sobra menos tempo para que possam estudar inglês, ciências ou matemática. Os efeitos foram maiores no caso de estudantes que praticavam música instrumental do que entre aqueles que praticavam apenas música vocal. Estudantes que tinham desempenho superior em música tendiam a se sair ainda melhor do que aqueles que estudavam música mas não atingiam o mesmo nível de proficiência. O trabalho também trouxe algumas hipóteses que podem ajudar a explicar a associação entre ensino de música e desempenho melhor em outras disciplinas.


 Funções executivas para atenção


O termo “função executiva” é usado para se referir ao grupo de processos cognitivos executados por humanos para regular seu próprio comportamento. Isso inclui, por exemplo, o controle da atenção, flexibilidade e memória de trabalho, que é uma parte da memória de curto prazo responsável por guardar temporariamente informações e executar determinada função. Uma das teorias usadas para explicar a associação entre melhor desempenho em ciências e o estudo de música é o fato de que essa prática pode ter um impacto positivo nas funções executivas. “Fazer música frequentemente envolve vários processos relacionados a funções executivas, incluindo antecipação, planejamento, memória, sincronização com outros músicos; a produção de música instrumental em especial leva à alternância entre tarefas mentais ou físicas (por exemplo: rearranjar os dedos para executar padrões), relembrar a partir da memória de trabalho diferentes peças de música e padrões de execução, e também ter controle substancial sobre os próprios comportamentos expressivos”, diz o trabalho.

Motivação para executar tarefas

Uma outra linha de explicação sugere que a prática de música pode levar ao desenvolvimento de características ligadas a motivação. Isso inclui, por exemplo, disciplina de aprendizado e capacidade de executar funções que levam ao domínio de algo. “O processo de treino de música -que frequentemente inclui horas de prática, tipicamente de forma solitária, e o compromisso com o treinamento musical concomitantemente com outras atividades curriculares e extracurriculares- pode fomentar características ligadas à motivação”, afirma o estudo. Alunos de música que conseguem dominar um instrumento podem atingir uma percepção de “auto-eficácia”, ou seja a crença na própria capacidade de ter sucesso ao lidar com determinado desafio. Isso pode contribuir para que se sintam motivados a dominar outros campos do conhecimento de forma resoluta. “Programas de intervenção baseados em música já observaram melhoras em autoestima, confiança, disciplina e motivação entre jovens”, afirma o trabalho. Em um outro estudo citado na pesquisa, um grupo de estudantes que “recebeu lições de piano no decorrer de três anos demonstrou ganhos de autoestima (especificamente na dimensão acadêmica), enquanto o grupo de controle não demonstrou esses ganhos”.

Desenvolvimento social e pessoal

Uma outra teoria para explicar esses ganhos é a ideia de que estudantes que participam de atividades musicais têm a chance de se conectarem com outras pessoas, e de obterem a sensação de que conquistaram algo como grupo. “A experiência de um clima acadêmico e disciplinar positivo está, por sua vez, relacionada a maiores conquistas acadêmicas, e menores taxas de evasão escolar”, diz o estudo. 


Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/07/04/Por-que-estudar-m%C3%BAsica-pode-melhorar-o-desempenho-escolar






segunda-feira, 8 de julho de 2019




Para muitos, música e matemática são campos relacionados. O filósofo Pitágoras, 570 a.C. e seus discípulos enxergavam o cosmo como regido por razões simples entre os números inteiros que explicariam os seus fundamentos.  Uma das grandes descobertas atribuídas a Pitágoras foi que as notas musicais eram obtidas fazendo cordas vibrarem em diferentes comprimentos e que soavam mais em harmonia quando estavam relacionadas por razões entre os números inteiros.

Pitágoras então extrapolou suas descobertas de razões entre os números inteiros na música para a natureza e para objetos em movimento, como os planetas, e formulou que havia entre suas órbitas razões numéricas assim como as relações entre os intervalos musicais, de modo que o giro dos planetas na esfera celeste deveria originar música, a das esferas.

A ideia da “Música das Esferas” permeou vários séculos a cabeça de cientistas e músicos, inclusive com Kepler que deu rumo à astronomia moderna com seu estudo da Harmonia das Esferas. Ainda hoje, uma ideia que fascina músicos e cientistas é a de que o cosmo e a música possam ser interligados e explicados pela matemática e física, e que possam haver equivalências entre matemática e música.


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quinta-feira, 4 de julho de 2019



A música traz vários benefícios para a saúde. Assim como outras atividades que exigem um exercício do cérebro, cantar ou tocar um instrumento amplia o trabalho das sinapses, as conexões cerebrais.⠀

Entre os idosos, ela melhora a memória, ajuda em casos de dor e embala as atividades físicas.⠀

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segunda-feira, 1 de julho de 2019



Todo mundo ama o clima julino, não é mesmo?⠀
Então diz pra gente, você sabe quais são os instrumentos típicos da festa julina? Vamos conhecer todos eles! ⠀

- O cavaquinho é um deles, é um instrumento do tamanho de uma viola com um som mais agudo.⠀
- Outro instrumento super utilizado é a sanfona, também conhecido como Acordeão. É um instrumento musical aerofone de origem alemã, composto por um fole,e duas caixas harmônicas de madeira.⠀
- Ainda, outro instrumento típico é o ferrinho, no qual é constituído por uma barra de metal (geralmente ferro) que é flexionada por outro objeto de metal.⠀
- E por fim, o reco-reco de madeiro ou de metal. O de madeira é o instrumento mais utilizado no Brasil, constituída de um gomo de bambu ou uma pequena ripa de madeira com talhos transversais. A raspagem de uma baqueta sobre os talhos produz o som.O de metal é formado de uma caixa de metal com duas ou três molas de aço esticadas sobre o tampo.⠀

Interessante né? Dos instrumentos citados acima, qual o seu favorito?⠀

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quinta-feira, 27 de junho de 2019




Chegou a hora de fazer uma pausa musical! 
Estaremos de férias do dia 15/07 a 29/07.

Retornaremos no dia 30 de julho.

Boas férias, aproveitem!

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Scorsese relê Dylan e o poder revolucionário da música





Entre uma turnê real e fatos inventados, Martin Scorsese realça em documentário o poder revolucionário da música

As flores no chapéu de Bob Dylan são recém-colhidas. A purpurina na calça de Scarlet Rivera parece voar com o movimento no palco. O microfone no dueto com Roger McGuinn parece cheio de cuspe recente. Tudo é fresco e tudo é pantanoso.
O mais louco, assistindo ao documentário Rolling Thunder Revue, na Netflix, dirigido pelo celebrado Martin Scorsese, é a gente constatar que tanto o fato quanto a fantasia, tratando-se de Bob Dylan, têm pesos poético e de sentido idênticos. Concebido por Dylan em 1976 como um modelo de turnê diametralmente oposto aos grandes circos do show biz que invadiam os anos 1960 (o que incluía o mega-show dele mesmo, Dylan), a Rolling Thunder Revue foi aonde nenhuma excursão do rock ousaria ir – e as condições eram mambembes (presumivelmente negociadas por Louie Kemp, um vendedor de peixes amigo do artista).

Revista 43 anos depois, a turnê presta-se a que Scorsese exponha um novo modelo de argumentação histórica, no qual aquilo que se quer dizer importa mais do que uma falsa ideia de espontaneidade mágica. As testemunhas dos fatos, como o jornalista da Rolling Stone Larry Sloman, fundem-se a testemunhas fabricadas, como a atriz Sharon Stone, que interpreta divinamente o papel da fã acidental.

“Foi só uma coisa que aconteceu há 40 anos”, diz Dylan no início da entrevista para o filme, entre irônico e debochado.





A partir daí, Martin Scorsese usa esse mote e passa a criar ambientes e personagens que preencham o vácuo de memória e de afeto de Dylan pela própria história. O cantor compara a turnê que organizou a uma excursão da Jim Kweskin and The Jug Band (grupo folk da época) e, mais à frente, a uma caravana da Commedia Dell’Arte italiana. Nada é real e tudo é real.

“Era como filmar meu pai na sapataria dele”, revela o “cineasta” da turnê, Stefan von Dorp (o ator argentino Martin von Haselberg, falsificando uma intimidade das filmagens). É a chave do documentário: as imagens reais, consentidas por astros como Sam Shepard e Patti Smith (filmada em uma performance de spoken words e por detrás de uma grade conversando com Dylan sobre visões de crianças jogando bola com diamantes), fundem-se às fictícias, de fãs, tour managers e depoimentos inventados. Esse jogo conduz o espectador a uma rebelião de expectativas, na qual a única coisa realmente confiável é a música – e essa ressurge grandiosa, em números musicais finamente esquadrinhados, performances memoráveis de A Hard Rain’s A-Gonna Fall, Knockin’ on Heaven’s Door e outros clássicos.


Dylan afaga o próprio mito. Logo após vê-la na tela, tocando One More Cup of Coffee, acompanhamos a violinista Scarlet Rivera (cujo som marca decisivamente um dos maiores hits de Dylan, Hurricane), explicando dentro de uma limusine, linda, ainda garota, como foi recrutada por ele para tocar consigo e na turnê. “Mr. Tambourine Man nos dá a chance de sermos quem a gente quiser ser”, diz Scarlet.

A caravana fabrica seus personagens conforme a própria dinâmica rumo ao coração dos Estados Unidos. “Façam o que for preciso pela própria eternidade”, aconselha Allen Ginsberg ao final de tudo, como se a turnê toda tivesse se prestado a dar um recado aos idólatras.



https://www.cartacapital.com.br/cultura/scorsese-rele-dylan-e-o-poder-revolucionario-da-musica/